A atividade de arbitragem, ou melhor, ser árbitro, encontra-se associado a um conjunto de fatores dos quais salienta-se o exato conhecimento das regras do jogo e a responsabilidade inerente à função que vai para além do jogo, no campo das relações humanas e sociais, estabelecidas no decorrer da atividade.
Seja qual for a modalidade desportiva, para haver rigor e competição, torna-se necessário a presença de alguém que, com conhecimentos e devidamente habilitado, seja o fator de equilíbrio e que acima de tudo contribua para que a competição se realize de acordo com as regras.
Mais um ano que está a chegar ao fim, mais um balanço que se faz. Os últimos anos têm sido muito positivos para a Natação Sincronizada e este ano não foi exceção. Para um desporto que é só praticado por meninas, o que conquistámos foi notável!
Finalmente, todo o trabalho desenvolvido pelas atletas, treinadores e clubes começou a ser reconhecido e a dar frutos.
Entrei para a sincro em criança, quando a sincro era uma jovem adolescente. Crescemos juntas. Ou melhor, cresci mais com a sincro do que a sincro comigo. Foi algo que entrou na minha vida sem eu saber bem como, talvez porque era novidade. E, como muitas coisas que nos acontecem, primeiro estranha-se, depois entranha-se. E como se entranhou!
Começo esta crónica no arranque de uma nova época desportiva pela manifestação de vontade e desejos.
As notícias económicas para Portugal não são nada animadoras, afetando invariavelmente o desporto amador ao contrário do profissional (futebol) que continua a gastar desmedidamente e escandalosamente em contratações de atletas.
Tenho tido ultimamente oportunidade, por motivos alheios à minha função de treinador de polo aquático, de me debruçar sobre um tema que está a revolucionar tudo aquilo que são organizações ou empresas, sejam públicas ou privadas, estando elas ligadas ao ramo da produção ou prestadoras de um serviço. Refiro-me ao Lean Thinking.
Terminou o 14.º Campeonato do Mundo de natação que decorreu em Xangai. Um Campeonato onde se verificou um aumento do número de países participantes (181), diminuição esperada do número de nadadores (2200), procurando ajustar-se à realidade dos próximos Jogos Olímpicos de 2012 em que estarão apenas 900 nadadores.
Das crises económicas surgem janelas de oportunidades, que possibilitam reorganizações, reestruturações e definição de novas políticas e modelos de desenvolvimento.
O atual modelo de implantação nacional das associações regionais está desenquadrado e necessita de ser reestruturado.
Estamos em crise. É recorrente dizê-lo. Não se torna porém demais assumir as consequências e retirar as necessárias ilações definindo prioridades e as responsabilidades inerentes.