Seja qual for a modalidade desportiva, para haver rigor e competição, torna-se necessário a presença de alguém que, com conhecimentos e devidamente habilitado, seja o fator de equilíbrio e que acima de tudo contribua para que a competição se realize de acordo com as regras. Para que isso aconteça torna-se necessário a presença de alguém que estabeleça esse compromisso de equilíbrio entre as equipas em competição, com preparação e conhecimento das regras e sentido de responsabilidade. Esse papel cabe ao árbitro.
O papel do árbitro tem um alcance sobretudo pedagógico, visto este dar indicações objetivas e claras da conduta desportiva, que são permitidas no decorrer da competição, mas para que isso possa acontecer este necessita de conhecer o jogo, formação e preparação.
O que se exige a um árbitro é que controle com justiça os comportamentos desportivos e a conduta dos intervenientes, no contexto do jogo. Este deve intervir no jogo, de acordo com um conjunto de critérios, em que o principal aspeto, seja a interpretação dos factos desportivos, tendo em conta a análise e o contexto real das situações desportivas, seja elas, mais ou menos subjetivas, uma vez que, no caso da modalidade em questão, o polo aquático, não existem situações idênticas de jogo para jogo.
A preparação do árbitro é fundamental para um julgamento dentro do espírito das regras e de modo a permitir que o jogo se desenvolva, sem interferência e sem pressões. Torna-se portanto um fator de extrema importância a preparação técnica do árbitro, contínua e se possível estabelecendo metas, cujos objetivos estejam perfeitamente enquadrados, no seu desempenho competitivo e das regras da modalidade. Como é evidente, a preparação técnica do árbitro deve ser contextualizada de acordo com o próprio desenvolvimento da modalidade e das suas necessidades pessoais de aperfeiçoamento e treino, não existe por assim dizer um modelo que sirva de exemplo, porque inclusivamente alguns até já foram colocados em prática e não produziram resultados práticos. A formação e as reuniões de preparação representam e assumem um papel de fundamental importância, para qualquer modalidade, uma vez que, tendo por base um determinado critério pedagógico, adequado às necessidades dos árbitros e em consonância com as próprias necessidades da modalidade, podem ser aspetos importantes e relevantes para, não só o desempenho dos árbitros, mas também para o próprio desenvolvimento da modalidade como um todo.
Assim sendo um modelo de estudo comum, pode ser um elemento facilitador do desenvolvimento e do desempenho do árbitro, que pode passar, numa primeira fase, pelo estudo das leis do jogo e, numa segunda fase, pelo jogo no seu todo. Um árbitro bem preparado muito raramente é surpreendido pelas diferentes formas de jogar das equipas, pelo que a preparação e o conhecimento das leis do jogo e dos critérios a elas associados é um elemento importante.
As exigências da modalidade são grandes, sendo esta uma modalidade com uma particularidade pouco comum às restantes, é jogada com bola dentro de água, exigente para os atletas mas igualmente exigente para os árbitros. Por isso, a questão muitas vezes se coloca, o que nos leva a ser árbitros?