A Direcção do Belenenses decidiu encerrar a Piscina Olímpica a partir de 1 de Setembro, após reunião efectuada no passado dia 19 de Agosto, colocando em risco a manutenção da secção de pólo aquático. “Esta medida é sustentada nas conclusões obtidas, após análise detalhada, dos custos incomportáveis para o clube em consumos energéticos (nomeadamente gás e electricidade) e também face à diferença entre as receitas obtidas com o funcionamento da piscina olímpica e os respectivos custos de manutenção e salários dos Colaboradores/Professores”, lê-se no «site» do clube.
“Os custos, onde se incluem apenas o gás e electricidade do complexo, rondam os 190 mil euros por ano, valor que, somado aos custos com água e vencimentos atinge um valor próximo dos 535 mil euros ano, sem qualquer tipo de manutenção, quando as receitas totais são de cerca de 335 mil euros ano. Ou seja, o clube tem um défice de 200 mil euros por ano”, refere a Direcção.
“Também o estado de profunda degradação em que, por ausência de manutenção ao longo dos anos, se encontram alguns dos equipamentos necessários ao bom funcionamento das piscinas do complexo, bem como a total incapacidade do clube em disponibilizar as verbas necessárias para proceder às intervenções necessárias e urgentes, são outras razões que justificam esta decisão que o clube não pode adiar por mais tempo”, lê-se ainda no «site».
A Direcção do Belenenses “lamenta esta tomada de posição”, mas neste momento, “depois de analisada a diferença entre proveitos e custos, esta é a única decisão que defende os interesses do clube nesta altura conturbada”.
Contactado pelo CHLORUS, Gonçalo Peixeiro, responsável da secção de pólo aquático, revelou que se reunirá com a Direcção no próximo dia 2 de Setembro no sentido de discutir a continuidade da modalidade no clube.
Em entrevista ao CHLORUS a 2 de Agosto, o dirigente «azul» afastou o cenário «negro» e mostrou-se confiante na manutenção da secção no clube.