Paulo Rafael: “João Pedro Santos é o realizador e o Nuno Lobo a marioneta”

Paulo Rafael, dirigente do Salgueiros, em análise à última temporada, lança duras críticas ao treinador do Fluvial Portuense, João Pedro Santos, e ao vice-presidente da Federação Portuguesa de Natação e também atleta do clube, Nuno Lobo, apelidando-os de “realizador” e “marioneta”, respectivamente, no «caso» que ocorreu em Janeiro deste ano, na partida em que opôs as duas equipas no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão e que não se realizou devido à temperatura da água da piscina de Lordelo do Ouro.

“Fui contactado pelo senhor Nuno Lobo na semana anterior ao jogo. A piscina estava fechada porque não havia gás e a água estava fria. Propus que o jogo fosse em Campanhã ou que fosse adiado. Ele disse-me para não me preocupar já que no dia do jogo a água estaria em condições para se realizar o jogo. Ora tudo o que se passou no Fluvial no dia do jogo foi um autêntico filme, em que o João Pedro Santos é o realizador e o Nuno Lobo a marioneta”, acusa o dirigente «encarnado» em entrevista ao CHLORUS.

Já no 2.º Torneio Nacional de Juniores, realizado no Clube Fluvial Portuense em Julho, o encontro que opôs as duas equipas terminou em pancadaria. Paulo Rafael afirma que, segundo o seu pai, “João Pedro Santos agrediu jogadores do Salgueiros”. Até ao momento ainda não é pública a decisão do Conselho Disciplinar acerca dos incidentes. 

Atletas do Salgueiros “não continuavam se o João Pedro fosse o treinador”

João Pedro Santos foi treinador do Salgueiros nas temporadas 2007/08 e 2008/09 e venceu os dois Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal. Paulo Rafael revela, um ano depois, as razões que levaram o técnico a sair do clube: “O João Pedro Santos saiu do Salgueiros por incompatibilidade com os atletas que me transmitiram pessoalmente, na sua esmagadora maioria, que não continuavam no clube se o João Pedro fosse o treinador. Ele já não tinha condições para continuar a trabalhar no Salgueiros”. Confrontado com o facto do clube ter anunciado, em Julho de 2009, que o treinador havia saído “por motivos familiares e profissionais”, o dirigente portuense justifica isso com “o que é normal dizer-se nessas alturas”. “Fui eu que o fui buscar, fui eu que o mandei embora”, acrescenta.

Assédio aos jogadores do Salgueiros

Paulo Rafael vai mais longe e refere que os jogadores do Salgueiros foram contactados, neste defeso, por vários clubes: “Jorge Lopes, Nuno Gonçalves, Diogo Sousa, Micael Freire, Pedro Maria e Domingos Silva foram assediados por diversos clubes, como o Paredes e o Fluvial Portuense, através de mensagens escritas e contacto telefónico por intermédio de atletas, dirigentes e treinadores, entre os quais o João Pedro Santos. Para quem já me disse que nunca tinha tido um dirigente como eu, não sei que problema é que esse senhor tem com o Salgueiros”.

 

Esta é a primeira parte da entrevista de Paulo Rafael. A segunda parte será publicada na próxima segunda-feira (6 de Setembro).

 

Joaquim Sousa, Sex, 03/09/2010 - 15:48

Decathlon