Helder Freitas: Chamada à seleção foi “um desejo pessoal concretizado”

Helder Freitas, guarda-redes do Vitória de Guimarães, vai participar, pela primeira vez, num estágio da Seleção Nacional sénior. O atleta, que representou o Foca – Clube de Natação de Felgueiras e o CDUP/Liberty, considera que esta chamada representa “um desejo pessoal concretizado e um reconhecimento de trabalho”.

 

Foste chamado, pela primeira vez, à Seleção Nacional sénior para um estágio que vai decorrer no próximo fim-de-semana. Há muito que esperavas que isso viesse a acontecer?

Como qualquer jogador de uma modalidade amadora, a Seleção Nacional sénior é sempre uma oportunidade e experiência única. Neste contexto, não posso dizer que fosse um objetivo de vida, mas sim foi um desejo pessoal concretizado e um reconhecimento de trabalho, depois das seleções de formação.

 

O que esperas encontrar no estágio?

Espero um grupo forte, unido e decidido em cumprir os objetivos para esta seleção na presente época. 

 

Como analisas a prestação portuguesa no último apuramento para o Europeu?

Na minha opinião, Portugal tem a melhor seleção sénior de sempre, pelo que acho que pode melhorar a sua prestação do último apuramento, onde houve, na minha opinião, algumas melhorias no aspeto competitivo da Seleção Nacional, mas que ainda não foram suficientes para o apuramento. 

 

Mycola Yanochko é indiscutivelmente o titular da Seleção Nacional. Como se sentem os outros guarda-redes ao saberem que praticamente não vão jogar?

Espero sinceramente poder aprender e evoluir com o Mycola Yanochko. Enquanto guarda-redes, entendo ser uma mais-valia partilhar a baliza com um jogador que tem uma escola muito boa e nunca existente em Portugal ao nível desta posição tão específica. Para mim é sempre uma mais-valia ter «concorrência» com muita qualidade, essencialmente para a evolução no treino.

 

Após o Campeonato da Europa de 2012, esperas continuar a fazer parte dos convocados para a equipa principal?

Ainda se trata do primeiro estágio da época, com muitos jogadores a serem chamados para serem observados em contexto de seleção. Ter a oportunidade de ser observado nesse contexto é muito positivo, quer para mim pessoalmente, quer para o meu clube (VSC). Sobre o futuro, apenas aguardar pelo momento, trabalhando sempre em prol da evolução a vários níveis, ao nível pessoal, de clube, e se assim se proporcionar ao nível de Seleção Nacional. No entanto, não é minha intenção deixar de jogar, entretanto, a modalidade que é a minha vida há 16 anos.

 

O Vitória de Guimarães está a fazer um início de campeonato aquém do esperado. O play-off ainda é possível?

O meu clube está, neste momento, numa fase de reestruturação de equipa. Em relação à época anterior, há algumas alterações que necessitam de tempo para se ver alguns resultados. Estamos com um início de campeonato que não nos deixa satisfeitos, sabemos das nossas valências e trabalhamos diariamente para colmatar as nossas lacunas, de forma a conseguir fazer um trabalho que, a exemplo da época anterior, nos orgulhe e seja correspondente aos objetivos. No entanto, apenas decorreram três jornadas, nada está decidido, e esta equipa merece um voto de confiança, pois apenas o tempo faz crescer atletas de 16 e 18 anos na 1.ª divisão. Aliás, a bancada cheia no último jogo em casa com o Sporting foi um exemplo de que a nossa massa adepta nos dá força para fazer cada dia mais e melhor. Este será o objetivo da época.

 

 

Joaquim Sousa, Seg., 07/11/2011 - 16:07

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