O CHLORUS teve acesso ao comunicado do Paredes Rota dos Móveis enviado para a Federação Portuguesa de Natação, Associação de Natação do Norte de Portugal e Instituto do Desporto de Portugal, o qual transcrevemos na íntegra:
"Exmos Senhores,
O Clube de Pólo Aquático de Paredes (SSCM Paredes/Rota dos Moveis) sempre procurou cumprir os regulamentos das provas oficiais a que está obrigado, além de defender uma conduta desportiva exemplar e de fair-play.
Os acontecimentos verificados na Piscina de Campanhã no passado sábado foram, para nós, o culminar de várias situações conhecidas no passado connosco, bem como com outras equipas, a que decididamente é preciso dizer BASTA. Porque, tudo o que aconteceu no passado sábado e no longo historial daquela piscina em jogos de pólo aquático, é grave e põe em causa o desporto e, acima de tudo, a segurança das pessoas, equipa visitante e público afecto, a direcção do Clube de Pólo Aquático de Paredes (SSCM Paredes/Rota dos Móveis), decidiu informar e comunicar por este meio, a FPN e a ANNP que não participará, nem comparecerá, em jogos na piscina de Campanhã enquanto a mesma tiver estas condições de segurança:
Adeptos a impedir o acesso dos atletas aos balneários;
Adeptos a acederem à piscina pelas instalações dos balneários e a circularem nos mesmos;
Adeptos junto aos bancos reservados às equipas, hostilizando permanentemente os atletas suplentes, treinadores e delegados da equipa visitante;
Não existência de separação entre os adeptos e os intervenientes no jogo;
Numero de adeptos muito superior ao número de lugares disponíveis para o público, não havendo nenhum controlo sobre esse mesmo número.
Em suma, como o atrás exposto demonstra, não existem condições mínimas que garantam a integridade física dos elementos das equipas adversárias e equipas de arbitragem.
Acresce a tudo isto que, mesmo perante tais circunstâncias, não seja obrigatória a presença de forças de segurança.
Reconhecemos que esta decisão fere as nossas obrigatoriedades, mas, para nós, mais importante que os valores de cumprir os regulamentos, existe um valor muito mais importante que é a segurança e vida das pessoas.
Obviamente, estaremos sempre prontos a assumir as consequências desta decisão, mas a mesma, pela sua amplitude, deverá, também, ser analisada e ponderada por quem de direito (FPN, ANNP e Instituto de Desporto de Portugal), assumindo assim as suas competências, responsabilidades e liderança das provas oficiais de pólo aquático.
Sobre as ocorrências do passado sábado, e para que esta exposição não possa ser interpretada como um branqueamento do comportamento incorrecto e anti-desportivo do nosso atleta Vítor Oliveira, o mesmo foi sancionado, e bem, pela equipa de arbitragem, será objecto de castigo federativo e sancionado pelo próprio clube.
Não podemos em nenhuma circunstância admitir que após a sanção desportiva aplicada pelos árbitros ao nosso atleta, e quando este regressava aos balneários e em zona que deveria ser restrita aos intervenientes do jogo, fosse violentamente agredido pelos adeptos afectos ao clube local, que igualmente obstruíam o acesso aos balneários.
Durante estes incidentes, foram igualmente ameaçados vários elementos do nosso clube, por adeptos que estavam igualmente em zonas onde apenas deveriam estar os elementos inscritos na acta de jogo.
Queríamos, contudo, agradecer a alguns, embora poucos, dirigentes do S.C. Salgueiros, que tudo fizeram para defender os elementos e adeptos afectos ao nosso Clube.
Cordiais saudações.
A Direcção,"