Carlos Barbosa: “Estamos rotulados de pior equipa do Nacional”

A conquista do primeiro ponto do Gondomar Cultural no Campeonato Nacional masculino da I Divisão foi, para muitos, uma grande surpresa. O empate a seis golos frente ao CDUP/Liberty permitiu aos gondomarenses largar a «lanterna vermelha» e alertar, os seus adversários, que não terão vida fácil em Rio Tinto.

“O Gondomar Cultural vai ser a incógnita do campeonato. Na teoria, estamos rotulados de pior equipa do Nacional. O nosso objectivo passa por ficar na Primeira Divisão. Os nossos jogadores sabem que têm de treinar muito e sabem que cada jogo é uma final para eles. Têm que jogar sempre nos seus limites. Isso pode fazer com que a equipa evolua mais do que estamos à espera e que aconteça o tal «milagre» da manutenção. Vamos tentar sempre ser aguerridos e lutadores do início ao fim dos jogos”, afirma, ao CHLORUS, Carlos Barbosa, técnico do Gondomar.

“Este ponto motiva e muito a equipa. Jogámos contra uma grande equipa como a do CDUP que já venceu ao Guimarães e Belém. Além disso é um dos históricos do pólo aquático, habituado à pressão e competição da Primeira Divisão. É o nosso primeiro ponto contra o CDUP na nossa curta história de Primeira Divisão. Este ponto faz-nos acreditar que podemos fazer mais e melhor, apesar de reconhecermos que na teoria somos a 10.ª equipa do campeonato, com menos recursos, menos experiência e provavelmente a equipa mais jovem”; refere o treinador gondomarense.

Nas três primeiras jornadas, o clube de Gondomar somou três pesadas derrotas (Portinado, 25-4; Paredes, 18-9; Amadora, 20-7), mas Carlos Barbosa revela que “a equipa reagiu bem às goleadas” e justifica os resultados «pesados»: “Começámos muito tarde a pré-temporada e sabíamos que estas três equipas, Portinado, Paredes e Amadora não são do nosso campeonato. Nada de anormal nos resultados. Claro que na segunda volta queremos fazer melhor com estas equipas. E o melhor passa por sofrer menos golos e marcar mais golos e até mesmo ganhar um ou outro período, apesar de ser uma tarefa muito difícil”.

O técnico gondomarense considera que “vai ser extremamente complicado fugir às últimas posições, penso que será mesmo impossível, apesar da equipa ter vindo a crescer e a trabalhar muito bem”. “Não tenho nada a apontar aos atletas. Eles são excelentes. O nosso objectivo passa pela manutenção, ficar em quinto ou oitavo é irrelevante. Ficar em oitavo seria excelente. Para nós seria uma grande época”, conclui o treinador.

 

Joaquim Sousa, Qua, 25/11/2009 - 14:02

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