A nadadora Angélica André, em entrevista ao Chlorus, considera que teve um ano “cheio de triunfos” e isso dá-lhe “motivação para continuar a treinar cada vez melhor”. Sentiu um “enorme orgulho” ao receber o Prémio Revelação do CNID - Associação dos Jornalistas de Desporto e reconhece que o Leixões a transformou na atleta que é hoje. E Jogos Olímpicos? 2012 é cedo, só em 2016…
Como classificas o ano de 2011 depois de teres batido dois recordes nacionais (800m e 1500m livres) e seres convocada para a Seleção Absoluta?
A classificação que faço é que tive um período de treinos em que tive de pôr à prova todas as minhas capacidades. Trabalhei muito para obter resultados como os que bati, fiz treinos como nunca antes e o balanço que faço é que foi uma época cheia de triunfos e como tal isso é uma boa motivação para continuar a treinar, bem e cada vez melhor.
Como analisas a tua prestação no último Mundial de juniores, onde foste 12.ª classificada nos 1500m livres?
Nessa prova tive algo em que me inspirar. Foi a tentativa de recorde nacional que gostaria de ter batido, mas que não foi possível por apenas três segundos, mas também era a esperança de tentar ser a primeira rapariga portuguesa a baixar a barreira dos 17 minutos, algo que ainda ninguém o fez, mas o balanço dessa prova foi satisfatória, pois foi a minha primeira internacionalização. Como era uma especialidade em que estou habituada a nadar, tive que fazer o melhor possível, e a classificação geral foi uma boa recompensa de uma longa época que tive, de muito trabalho e empenho.
Recebeste recentemente o Prémio Revelação do CNID - Associação dos Jornalistas de Desporto. O que sentiste nesse momento?
Senti um enorme orgulho, pois o trabalho que desenvolvi ao longo da época foi recompensado, foi reconhecido por várias pessoas, e como tal é uma motivação para poder continuar a trabalhar para obtenções de melhores marcas desportivas. E as marcas e o prémio que tive foi com grandes apoios, como os meus pais que me ajudam imenso, como os meus treinadores, tanto o Rui Borges como o Domingos. Ao clube também porque é um bem essencial para poder pôr em prática a modalidade e aos meus amigos.
Quais são as tuas perspetivas para esta temporada? Sonhas garantir os mínimos para os Jogos Olímpicos de Londres?
Para esta época tenho em mente os Campeonatos da Europa, é um dos meus objetivos, como também a tentativa de recordes nacionais. Não tenho como objetivo Londres, ainda sou jovem e ainda tenho muito para apreender, mas tenho como sonho ir aos Jogos Olímpicos, mas acho que nesta temporada ainda é cedo. Ainda tenho que ter mais experiência, mas daqui a quatro anos talvez.
Falou-se, durante o Verão, na possibilidade de saíres do Leixões e tiveste mesmo que fazer um esclarecimento sobre o assunto. Houve ou não propostas de outros clubes e o que te levou a continuar a representar o clube de Matosinhos?
Nunca tive propostas de clube nenhum, pois eu representei sempre o Leixões como vou continuar a representar. É o clube que me deu estas oportunidades e foi ele que me transformou na nadadora que sou hoje.
Com 17 anos, tens ainda uma boa margem de progressão na tua carreira de nadadora. Até onde pensas chegar?
Penso chegar até aos Jogos Olímpicos e bater os recordes nacionais, e pelo menos tentar fazer marcas muito boas.