Paulo Rafael, vice-presidente do Salgueiros, lança duras críticas a José Luís Teixeira, dirigente da secção do Paredes Rota dos Móveis, que ontem, em declarações ao CHLORUS, revelou que a sua equipa não irá jogar mais na Piscina Municipal de Campanhã por não ter as condições mínimas de segurança.
Em comunicado a que o CHLORUS teve acesso, o responsável do clube de Paranhos condena as afirmações do seccionista paredense e culpa Vítor Oliveira por todos os incidentes verificados no passado sábado, em jogo da 12.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão entre o Salgueiros e o Paredes: “Lamentavelmente, em nenhum momento das declarações do dirigente, senhor José Teixeira, observamos uma condenação dos actos praticados pelo atleta do Paredes Rota dos Móveis, Vitor Oliveira, o único instigador de tudo o que se passou em Campanhã”.
Paulo Rafael revela que “o único elemento agredido do Paredes Rota dos Móveis foi o atleta Vítor Oliveira”, em contradição com José Teixeira que referiu terem sido vários jogadores a serem alvo de agressões. “Tal facto, no qual não nos revemos, resultou de agressões consumadas por parte do atleta a elementos do público. O atleta Vítor Oliveira, depois das agressões consumadas dentro de água, ainda veio agredir elementos do público!”, acrescenta o «vice» portuense.
“A equipa do Paredes Rota dos Móveis nunca esteve encurralada e/ou sob ameaça, dado que em momento algum se gerou um movimento de atletas ou público nesse sentido. A atestar, após os lamentáveis actos levados a cabo pelo atleta do Paredes Rota dos Móveis, o jogo prosseguiu até ao final, em virtude de os árbitros e capitães de equipa terem concluído existirem condições de segurança para o efeito”, afirma Paulo Rafael.
Segundo o dirigente «encarnado», “o ambiente «hostil» que o elemento do Paredes Rota dos Móveis diz ter sentido nunca se verificou, prova disso é o facto de no final do encontro terem permanecido no átrio do Piscina de Campanhã e no seu exterior, sem serem importunados”.
“As condições apresentadas pela Piscina Municipal de Campanhã, «versão Inverno», são as mesmas desde que no local se efectuam jogos de pólo aquático. Inclusive, não são diferentes das condições apresentadas por Piscinas como as de Loulé, Belém ou Amadora, onde não existe uma separação efectiva entre o público e os diversos elementos afectos ao jogo”, considera o vice-presidente do clube da Invicta.
“Todos os incidentes ocorridos em Campanhã foram presenciados pela equipa de arbitragem e por elementos afectos à modalidade que se encontravam a assistir ao jogo e a pouco mais de um metro do local onde tudo se desenrolou, podendo, caso venha a ser necessário, comprovar o que realmente se passou”, adianta.
“Condenamos e rejeitamos todos os comportamentos anti-desportivos, no entanto, não podemos deixar de considerar as declarações proferidas pelo dirigente do Paredes Rota dos Móveis, senhor José Teixeira, desenquadradas e falsas face aos factos ocorridos, servindo apenas para acicatar aqueles que sem conhecimento dos factos, gostam de efectuar julgamentos públicos”, refere Paulo Rafael que promete “efectuar os melhoramentos possíveis na Piscina Municipal de Campanhã para proporcionar uma maior privacidade de movimentos às equipas visitantes”. “Contudo, é a postura cívica que cada um de nós imprime nas suas acções, associado a um verdadeiro fair-play, o maior garante para a vivência de um ambiente desportivo são e desejável”, acrescenta.
“Obviamente só por mau perder ou por má fé se podem fazer certo tipo de deturpações e, não ficaria nada mal, aos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Paredes e ao atleta Vítor Oliveira, um pedido de desculpas ao Sport Comércio e Salgueiros, assim como ao público presente na Piscina de Campanhã”, conclui o dirigente do Salgueiros.
Recorde-se que face aos incidentes deste encontro, até ao final da presente época de 2009/2010 será obrigatório o policiamento em todos os jogos do Campeonato Nacional de Seniores Masculinos da 1.ª Divisão por decisão comunicada hoje pela Federação Portuguesa de Natação.