E que tal mais consideração pelos Meetings portugueses?
Os Meetings Internacionais em Portugal poderiam dar acesso a um Europeu, um Mundial ou uns Jogos Olímpicos. Já foi assim, hoje é cada vez mais raro. Chega-se a cair no ridículo dos nadadores portugueses terem que sair do país para garantirem mínimos para essas grandes competições.
A organização de um Meeting Internacional, a cargo das Associações ou clubes, requer uma série de tarefas complexas. O acordo com a respectiva Câmara Municipal, a angariação de patrocínios, a logística, a marcação do alojamento, o planeamento de viagens e a estratégia de comunicação são apenas alguns elementos de um caderno extenso organizativo de uma competição desta dimensão.
Na Póvoa de Varzim, por exemplo, no último fim-de-semana, com atletas estrangeiros de muito bom nível, questiona-se a razão de não estarem mais nadadores portugueses de «top». A resposta é fácil: a FPN considerou o Meeting como “prova de avaliação”.
Aires Pereira, vereador da Câmara Municipal, revelou que ambiciona trazer, já em 2011, mais atletas olímpicos de grande relevo mundial. Será que a FPN, mesmo com esta iniciativa poveira, vai continuar de costas voltadas e a desprezar uma competição que está desde a primeira edição no calendário da Liga Europeia de Natação?
A obrigatoriedade dos melhores atletas nacionais estarem presentes nos Meetings traria mais patrocínios, mais interesse dos órgãos de comunicação social e muitas mais vantagens. A possibilidade de um nadador português competir a um nível mais elevado está mais perto do que parece…
O desinteresse da FPN vem-se acentuando e a possibilidade de um circuito nacional, composto por quatro etapas (Porto, Coimbra, Lisboa e Loulé) – projecto semelhante ao «Mare Nostrum» –, está em cima da mesa e poderá arrancar já no próximo ano.




