Quando se imagina que já aconteceu de tudo no pólo aquático português, eis que surge algo novo. Foi ontem no jogo entre o CNAc e o Naval Povoense, da sétima jornada do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, em que, para surpresa de todos, os árbitros Luís Alves e João Martins decidiram, no início do quarto e último período, recuar o encontro até aos primeiros minutos do terceiro parcial porque detectaram na acta um erro grave da responsabilidade da oficial de mesa Sónia Costa. Um jogador da equipa de Coimbra foi excluído nessa altura com três exclusões, quando na realidade teria apenas averbado duas. Já quando isso ocorreu, causou algumas dúvidas, mas a acta, já bastante rasurada, terá sido verificada e não fora detectado o erro.
O resultado passou então de 5-2 favorável aos poveiros para 3-2 e o atleta do CNAc em causa voltou a jogo. Com a confusão instalada, a acta foi reformulada. Segundo o blogue do Clube Naval Povoense, “não se compreende o porquê da decisão da equipa de arbitragem em mandar repetir parte do jogo quando ambas as equipas já tinham ultrapassado o «incidente»".
O jogo terminou com o resultado desfavorável ao clube poveiro de 8-7 que se diz “impedido de apresentar uma intenção de protesto à equipa de arbitragem, pois a mesma já tinha abandonado a mesa ainda dentro dos 30 minutos regulamentares previstos para tal”.
“O CNP/PROF sente-se insultado e revoltado pelo que aconteceu, pelo que decidiu enviar uma carta aberta ao Ex.mo Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Natação”, lê-se no blogue poveiro.