Madrid 2011

Grécia campeã da Europa de juniores

A Grécia conquistou hoje, em Madrid, o título de campeã europeia de juniores femininos, ao derrotar na final a Hungria por 11-4 (2-1, 2-1, 4-1, 3-1). 

 

Na discussão pela medalha de bronze, levou a melhor a Espanha que bateu a Rússia, campeã em título, por 12-8 (5-2, 3-0, 1-2, 3-4).

 

Elvina Karimova (Rússia), com 36 golos, foi a melhor marcadora do Europeu. hrysoula Diamantopoulo (Grécia) recebeu o troféu de melhor guarda-redes, enquanto Stefanya Charalampidov (Grécia) foi distinguida com o prémio de melhor jogadora da competição.

 

Classificação:

1.º Grécia

2.º Hungria

3.º Espanha

4.º Rússia

5.º Itália

6.º República Checa

7.º Holanda

8.º Sérvia

9.º Grã-Bretanha

10.º França

11.º Alemanha

12.º Eslováquia

13.º Suécia

14.º Portugal

15.º Turquia

16.º Ucrânia

 

Resultados, classificação, estatísticas

 

28/08/2011 - 20:33
Vital vai pedir explicações à Federação

Luís Vital, que dirigiu hoje o jogo entre a Eslováquia e a Alemanha (11.º e 12.º classificados), vai pedir explicações à Federação Portuguesa de Natação (FPN) pelo facto de esta ter marcado o voo de regresso para este domingo, impossibilitando-o de dirigir as meias-finais ou a final do Campeonato da Europa de juniores femininos, que termina hoje em Madrid.

 

“Quando chegar a Portugal vou chamar a atenção e perguntar por que razão me marcaram o voo de regresso para este domingo. Sou o único árbitro que vai embora hoje, todos os outros vão amanhã. Não sei se foi por razões económicas ou não, só espero é que no futuro eu ou outro colega meu não passe pelo mesmo”, revela, ao Chlorus, o árbitro português. “As normas da LEN são bem claras, os árbitros chegam um dia antes de começar a competição e partem um dia depois de terminar”, acrescentou o juiz nacional. “Saio de alguma forma frustrado com esta situação”, lamenta.

 

Segundo o que o Chlorus conseguiu apurar, Luís Vital foi nomeado para o jogo do 3.º e 4.º lugares que opõe hoje a Rússia e a Espanha (19h00, hora espanhola), mas devido ao seu plano de voo – avião parte às 22h45, mas tem às 20h30 o mini bus da organização para o levar ao aeroporto de Madrid – o nome do árbitro português foi retirado da lista.

 

Contudo, o juiz da Associação de Natação do Algarve faz um “balanço positivo” da sua prestação no Europeu, em termos pessoais “foi bom ter participado”, embora tenha pena de “não ter apitado jogos mais apetecíveis”.  “Tive um ou outro erro, mas não graves, no geral foi muito positivo”, concluiu o árbitro português.

 

Luís Vital dirigiu os jogos República Checa-Turquia, Alemanha-Suécia, República Checa-Itália, Eslováquia-Ucrânia, Eslováquia-Grã-Bretanha e Eslováquia-Alemanha.

 

 

28/08/2011 - 17:30
Seleção Nacional de regresso a Portugal

A Seleção Nacional, que cumpriu o seu último jogo esta manhã no Campeonato da Europa de juniores femininos, em Madrid, regressa esta tarde a Portugal. A equipa das quinas foi 14.ª classificada na competição que termina hoje ao final do dia.

 

28/08/2011 - 14:29
Fatura do Ikea sai cara na despedida de Madrid (crónica de jogo)

Um desastroso último período frente à Suécia atirou Portugal para o 14.º lugar no Campeonato da Europa de juniores femininos. Depois de comandar o marcador até ao terceiro parcial – vencia por 6-5 –, a Seleção Nacional caiu no jogo das meninas do Ikea e a fatura na despedida de Madrid ficou cara com uma derrota por 10-8.

 

As portuguesas foram as primeiras a marcar por intermédio de Mafalda Mendes, jogadora que ao longo da competição foi crescendo de qualidade. A Suécia empatou numa jogada de mais um e podia ter passado para a frente, não fosse a guarda-redes Elisabete Matos, que fez uma boa exibição, defendendo uma grande penalidade. A Seleção Nacional voltou a passar para a frente com golo, em superioridade, de Ana Oliveira.

 

A Suécia, em contra-ataque, começa o segundo parcial a empatar novamente a partida. Vanessa Freire mais em mais um, mas as suecas não deixavam Portugal descolar e também marcaram logo de seguida.

 

Elisabete Matos volta a travar o ataque sueco, com mais uma boa defesa, mas uma perdida de bola no ataque resultou em mais um golo «viking». Portugal não baixou os braços e, após um passe da guarda-redes nacional, Ana Oliveira fez o empate. Ainda antes do final do segundo parcial, Mafalda Mendes coloca a Seleção Nacional na frente do marcador (5-4).

 

No terceiro período, um golo para cada lado, primeiro para Portugal, num contra-ataque finalizado por Cristiana Cardoso, e depois pela Suécia, de grande penalidade. 

 

A Seleção Nacional mostrava-se muito perdulária em jogadas de mais um – em 10 oportunidades apenas marcou um golo – e essa falta de eficácia pagou-se caro. A Suécia voltou a marcar, no início do (derradeiro) parcial, de grande penalidade, empatando a partida a seis golos.

 

De pivot, Ana Oliveira, com o seu terceiro golo no encontro, passou Portugal para a frente, mas as suecas, em contra-ataque – erro de Ana Oliveira que não passou a bola à esquerda, optando por um remate precipitado –, voltaram a empatar. 

 

A Suécia passa para frente com golo de penalti e num mais um ganha uma vantagem de dois golos. Vanessa Freire ainda reduz a 1:12 do fim, mas as suecas ainda tiveram tempo de fixar o resultado final de 10-8.

 

 

28/08/2011 - 12:08
Portugal perde com Suécia (10-8) e classifica-se em 14.º

Portugal classificou-se no 14.º lugar do Campeonato da Europa de juniores femininos, que hoje termina em Madrid, ao perder hoje com a Suécia por 10-8 (1-2, 3-3, 1-1, 5-2). 

 

Ficha de jogo: 

Suécia, 10 – Portugal, 8

Piscina M-86 (Madrid)

Árbitros: Gleb Abdrizyakov e Leonardo Ceccarelli 

Parciais: 1-2, 3-3, 1-1, 5-2

 

Suécia: Sofie Hazell, Nadja Carlborg (1), Lovisa Edman (1), Sotiria Vogli (2), Inez Jeppsson (4), Sandra Elias, Lisa Nedstrand, Louise Hazell (2), Katarina Zdolsek e Ylva Ostlin.

Treinador: Alexandros Vlastros

 

Portugal: Elisabete Matos, Mara Pombeiro, Catarina Reis, Rafaela Duarte, Ana Oliveira (3), Liliana Costa, Mafalda Mendes (2), Carolina Ferreira, Cláudia Coelho, Cristiana Cardoso (1), Vanessa Freire (2), Flávia Oliveira e Angelina Barbosa.

Treinador: Miguel Pires

 

28/08/2011 - 10:41
André Silva: “Portugal foi crescendo ao longo do Europeu”

André Silva, treinador da equipa feminina do Arsenal 72, considera, em entrevista ao Chlorus, que “Portugal foi crescendo ao longo do Europeu” e com a França “notou-se mais união, mais jogo de equipa”.

 

A Seleção Nacional de juniores femininos é constituída, na sua totalidade, por jogadoras do Norte. Não haver praticamente atletas e equipas do Sul nos escalões mais jovens deve-se, segundo o técnico de Mem Martins, pelo facto “de a Amadora não investir na formação, isso é uma realidade”. “Quatro jogadoras da Amadora são da formação do Arsenal 72”, lembra o responsável técnico, que vê com pessimismo o panorama atual do polo aquático feminino. “Perderam-se muito boas jogadoras”, lembra.

 

“Nós estamos a investir na formação”, reforça André Silva, que contou com algumas jogadoras da sua equipa nos estágios da Seleção Nacional júnior. “O Sporting está a começar, mas ainda não tem equipa formada, e treinamos algumas vezes com elas”, afirma o técnico, que está a acompanhar o Europeu em Madrid. “Está a ser uma competição bem organizada, bons horários, estrutura, boas condições e acessos. Gostei muito da Grécia. A Holanda foi para mim uma surpresa, ao bater-se até ao fim com a Rússia”, diz o técnico.  

 

Manter a equipa sénior

 

O Arsenal 72 espera “manter a equipa sénior em competição” na próxima época que se avizinha, refere André Silva, que ainda não tem jogadoras suficientes, uma vez que “a limitação dos escalões torna difícil constituir uma equipa”.

 

 

27/08/2011 - 23:06
Grécia e Hungria na final

Grécia e Hungria garantiram hoje o apuramento para a final do Campeonato da Europa de juniores femininos, que termina amanhã em Madrid.

 

As gregas bateram, com justiça, as russas, por 12-7, enquanto as húngaras derrotaram as espanholas por 7-6.

 

Resultados, classificação, estatísticas

 

27/08/2011 - 20:24
Tiago Santos: “Seleção evoluiu ao longo do Europeu”

Tiago Santos, treinador da equipa feminina do Fluvial Portuense, considera, em entrevista ao Chlorus, que “a Seleção Nacional evoluiu ao longo do Europeu”. “No segundo jogo contra a França, houve uma outra atitude, ao longo do encontro sentiram que era possível ganhar”, acrescentou o técnico, que está a acompanhar a competição júnior feminina em Madrid.

 

O treinador português recorda que esta equipa “nunca participou numa competição internacional” e perante as condições que teve “veio bem preparada”. “Se tivesse participado num torneio internacional, claro que estaria em melhores condições”, apontou. 

 

Segundo Tiago Santos, “ninguém estava à espera de perder por tantos golos frente a Rússia”. “É a maior goleada do Europeu, mas também foi opção do treinador português jogar como jogou. Por exemplo, a Eslováquia queimou tempo ao optar por ficar com a bola na guarda-redes até quase ao fim do ataque. As nossas jogadoras ainda não têm algumas noções básicas como sofrer uma falta ou sair da pressão. As russas não as deixaram respirar”, refere o técnico.

 

“Regulamentos não defendem as atletas”

 

Para o técnico do Fluvial, O limite de escalões “está a ser um bloqueio para o aparecimento de equipas e a colocar muitos entraves”. “Os regulamentos não defendem as atletas e o campeonato reflete-se por isso”, afirma Tiago Santos, que espera “que os regulamentos mudem”.

 

Tiago Santos é da opinião que, nos últimos anos, o polo aquático feminino “tem decaído” e que “a culpa foi dos quatro clubes que lutam pelo título nacional que só se preocuparam com as seniores”.

 

“O Gespaços e Lousada são a base desta jovem seleção. Mas há outros clubes que não estão aqui representados e que estão a fazer um bom trabalho”, afirma o treinador portuense. 

 

Por outro lado, o técnico do Fluvial acha que “a seleção sénior feminina, bem preparada, tinha condições para lutar por um apuramento para um Europeu ou Jogos Olímpicos”, considerando que “a melhor geração que Portugal teve foi a de 1983”.

 

Tiago Santos acha que este Europeu “está a ser muito bem organizado, mas sendo no Verão devia ser ao ar livre”.

 

“Fluvial aspira a vencer tudo”

 

O técnico do Fluvial considera que tem “uma equipa sénior forte” para a próxima temporada que se avizinha e que “aspira a vencer tudo em que participa, começando já com a Supertaça Carlos Meinêdo”. “Não há entradas nem saídas de jogadoras. Queremos voltar às competições europeias”, concluiu Tiago Santos.

 

 

27/08/2011 - 17:54

Diário do Europeu

Retrato de Sérgio Silva
Dia 8 – 28 de agosto

Último jogo de Portugal no Campeonato da Europa e possibilidade de averbar a 2.ª vitória. Em disputa o 13º e 14º lugares. Portugal começa bem o jogo, defendendo em pressão a todo o campo, obrigando a Suécia a jogar longe da baliza. Uma pressão que dava resultado, onde mais uma vez os primeiros ataques suecos eram consecutivamente anulados, quer através de “turnovers”, quer por falhas técnicas ou por remates inofensivos.

 

Imprimindo desde cedo o seu ritmo, a seleção portuguesa acaba por tirar partido do seu jogo, utilizando muito a pivot para conseguir situações de superioridade numérica. E o +1 português parecia querer dar resultado, tendo o primeiro golo sido conseguido através de uma situação de superioridade numérica estática, onde Portugal aproveitou a lentidão da defesa sueca para fazer o seu primeiro golo. Apesar de dominar o jogo, Portugal apenas consegue o seu segundo golo, perto do final, e novamente numa situação de +1. Não era o +1 que se queria, mas tinha a sua eficácia.

 

A defender, Portugal joga muito coeso, com boas trocas defensivas, compensações defensivas na recuperação, e apesar de ter sofrido um golo em contra-ataque, fruto de uma perda de bola, Portugal chega ao 2-3 em mais uma situação de superioridade aproveitada já após os 20’’ de exclusão com a defensiva sueca ainda organizada em -1.

 

Em situação de inferioridade numérica (-1), Portugal joga muito estático, não havendo movimentações no sentido de atacar o portador da bola ou flutuações defensivas em bloco. Uma defesa pouco móvel a convidar ao remate de fora. 

 

Foi deste modo que a Suécia equilibra de novo o jogo e aproveitando nova falha técnica de Portugal que perde a bola, coloca-se em vantagem. Continuando sempre a sua pressão, Portugal recuperava rapidamente a bola e numa situação de contra-ataque direto (excelente passe da guarda-redes) empata o jogo. Esta era a fase mais equilibrada da partida. 

 

Aproveitando uma situação de superioridade numérica (2x1), na esquerda do ataque, Portugal coloca-se em vantagem.

 

Na 2.ª metade do jogo, as coisas alteram-se e vem ao de cima as debilidades do +1 português, não tendo conseguido finalizar com sucesso as cinco situações criadas. Portugal perde ânimo, desorganiza-se defensivamente, permitindo à Suécia fazer jogo interior, sem ajudas, originando grandes penalidades.

 

 

Campanha portuguesa

 

Se atendermos ao objetivo traçado no início do campeonato - entre o 9º e o 12º lugar -, torna-se evidente que a campanha portuguesa foi negativa. No entanto, e atendendo às particularidades do polo aquático feminino em Portugal, cada vez com menos equipas e menos atletas, assim como um regulamento restritivo, a prestação foi… a adequada. Considero até que a produtividade da equipa veio a crescer ao longo dos jogos, apesar de, e continuo a repetir, ser uma equipa com muitas lacunas, principalmente a nível técnico, que necessita de trabalhar bem o passe e a receção, fundamentais para se jogar. O facto de estas jogadoras não terem qualquer experiência internacional também pesa na prestação da equipa: as equipas, os árbitros, o próprio ambiente que se vive numa competição deste género em nada tem a ver com aquilo que conhece do polo aquático em Portugal.

 

De uma maneira geral, o nível competitivo deste campeonato estava tripartido: por baixo, com Portugal, Turquia, Ucrânia, Suécia, França e Eslováquia. Depois surgem algumas seleções como a Inglaterra, Servia, República Checa e Alemanha de nível aproximado e no topo, mas com grande diferença qualitativa relativamente às restantes seleções, a Espanha, Rússia, Grécia, Hungria, Itália e Holanda. 

 

Pela primeira vez, um campeonato europeu desta categoria com 16 equipas, mas que provou ser bastante desequilibrado. Penso que se, no futuro, surgirem mais seleções, se possa criar - como já houve a nível sénior – duas divisões de modo a equilibrar mais a competição.

 

28/08/2011 - 19:32
Retrato de Sérgio Silva
Dia 7 – 27 de agosto

Para fugir aos dois últimos lugares da competição, Portugal necessitava vencer o jogo frente à Turquia. O jogo começa algo lento de parte a parte, com as equipas um pouco como que “adormecidas” pelo avolumar dos jogos.

 

Portugal assume que o seu jogo passará, logo desde o início, pelo jogo interior, colocando dois pivots no ataque de modo a criar situações de finalização junto à baliza turca. Conseguiu, de certa forma, criar espaços, pecando apenas no momento do passe, sendo este, por vezes mal executado ou efetuado no momento errado.

 

A defender, Portugal não abdica do seu sistema atual: faz pressão, empurrando a pivot para fora da sua zona de ação, para fora dos 5 metros, “aproximando-a” das defesas de modo a facilitar o trabalho defensivo, obrigando a equipa turca a atacar longe da baliza portuguesa. Em situação de desvantagem, Portugal acelera o seu jogo: com boas marcações a cortar linhas de passe, jogando em antecipação, consegue o seu primeiro golo numa rápida transição, finalizando em situação de contra-ataque.

 

No 2.º período, Portugal decide o jogo. Definitivamente impõe o seu jogo, obrigando sempre as turcas a adaptarem-se à forma de jogar da equipa lusa. Aproveitando, e bem, a lentidão atacante e a passividade defensiva da equipa turca, Portugal consegue ampliar a vantagem durante este parcial. A defesa portuguesa defendia muito alto, mantendo a equipa turca longe da baliza de Elisabete Matos, obrigando a inconsequentes remates longínquos. No ataque, Portugal jogava organizado, com poucas falhas e bastante objetivo. Mais uma vez, as transições revelaram a sua importância, conseguindo a seleção chegar ao 0-3 neste período. Nota negativa para as situações de +1 que continuam a não dar resultados práticos.

 

Até ao final bastou apenas gerir a vantagem e o banco a pensar no jogo de amanhã contra a equipa sueca para apurar o 13.º e o 14.º classificados.

 

Nos jogos mais importantes da jornada, Rússia-Grécia e Espanha-Hungria, realce para o afastamento da Rússia da final por uma Grécia taticamente disciplinada, comandada por uma excelente guarda-redes que orientou sempre a sua defesa contra uma seleção russa que nunca conseguiu quebrar a zona grega. A tática a impor-se à força. 

 

Suécia

 

Penso que esta é a estreia internacional da Suécia neste escalão. Uma equipa de fraca qualidade, com parcos recursos técnicos e táticos, perfeitamente ao alcance da equipa portuguesa no jogo de amanhã que deverá usar as transições e a sua maior experiência internacional para derrotar as “keas”.

 

Sérgio Silva

Treinador de polo aquático

 

27/08/2011 - 19:28
Retrato de Sérgio Silva
Dia 6 – 26 de agosto

Adversária de Portugal amanhã (10h30, hora espanhola), a equipa turca, apesar de ser uma seleção recente em campeonatos da Europa desta categoria, vem demonstrando, à semelhança da Sérvia, algum crescimento qualitativo. Não sendo ainda uma equipa competitiva, como demonstra o último lugar no respetivo grupo, a Turquia já apresenta um razoável nível de polo aquático, com jogadoras de bom recorte técnico.

 

Quanto à sua organização, parecem compreender bem os princípios de jogo, com boas rotinas táticas, essencialmente defensivas, fazendo valer do forte remate de algumas jogadores a sua principal arma no ataque. Aqui, Portugal terá que ter especial atenção, evitando as faltas atrás da linha dos 5 metros e realizando blocos de modo a travar os remates turcos.

 

Penso que Portugal terá que acelerar mais o seu jogo, não só durante as transições ofensivas, como em ataque estático, jogado perto da pivot, imprimindo uma rápida circulação de bola, de modo a surpreender a defensiva turca. A situação de superioridade numérica em 3:3 utilizada no jogo com a França poderá dar resultado se a linha de trás jogar em triângulo, criando linhas de passe entre estas jogadoras, ou em alternativa iniciar em 3:3 com transição para 4:2 com entrada da posição 5 para segundo pivot, libertando a nossa ala esquerda para finalização.

 

Sérgio Silva

Treinador de polo aquático

 

26/08/2011 - 18:35